virtuoses

Espaço de livre pensar. Escritos, manifestações e muito etc etc.

10.11.09

VOU SER POETA

O título do post fala um pouco do assunto que será aqui comentado: POESIA. Já disse em  outros posts que escrevo por diversão e prazer e quando diversão e prazer sao reconhecidos e premiados, aí a coisa fica melhor ainda. A alguns meses inscrevi, sem muita pretensão, uma poesia de minha autoria no festival cultural Banco do Brasil, evento nacional anul. Pois, entre 454 poesias, um texto meu foi escolhido como finalista. Estarei este final de semana em Basília para participar da final do festival representando as regiões da BAHIA,SERGIPE E ALAGOAS. Que coisa boa.

Escrevi várias poesias, nunca as publiquei. A unica conhecida até agora é “AMOR ISOPOR”, que a minha querida companheira Nara Si, com sua sensibilidade e talento peculiares, musicou. Mas vou estreá-las aqui em grande estilo. segue o texto premiado, que é uma brincadeira ou um diálogo entre minha parte otimista com a pessimista. Espero que gostem. Peço que torçam por mim na final deste sábado, dia 14, em Brasília.

VOU SER POETA

 

 

- Lá vem ele de novo

   Mal lê e escreve, só assoletra.

   Já quer ser chamado

   De escritor, de poeta.

 

                                                           - Deixe disso! Pare de inveja

                                                              Tenho traço refinado, nada furreca.

                                                              Consigo até rimar

                                                              Patinho feio com filho de marreca

- Agora eu vi!

  Filho de pai semi e mãe analfabeta

  E fica pensando

  Que pode ser poeta

 

                                                                                                                     

                                                           - O que seria do Assaré

                                                              Sem o seu Patativa

                                                              Perfeita simetria

                                                              Poeta morto, obra viva!

 

- Vai pensando que é só escrever

   Tenta das letras sobreviver

   Em nosso país pra aparecer

   É preciso sumir. É preciso morrer!

 

                                                           - Não quero passar a vida inteira

                                                               Em barraca de feira

                                                               Vendendo prato, pinico e caneca.

                                                               Quero ser um Gregório

                                                               Vou ser poeta!

 

- Só porque passou pelo pelô

  E de sua casa viu uma fresta

  Já sai achando-se o “Boca do Inferno?”

  Desista de ser poeta     

  Sendo um homem afortunado,

  Serás um Gregório.

  Não pela poesia

  Mas por ser excomungado.

 

                                                          

 

 

 

        Nem tente me desanimar

                                                                   Registro a vida em sua simplicidade

                                                                   Se não prestar pra poeta rural

                                                                   Vou ser poeta da cidade

 

- Escute aqui o seu amigo velho

  Trabalhe muito pra construir um teto

   É loucura querer ser poeta

   Num país cheio de analfabeto

 

                                                                      

 - vou seguir tentando

                                                                          Sem escrever sou eu sem mim

                                                              Na vida vou observando

                                                              Vou aprendendo a sentir

                       

 

- Continuo achando besteira

   Isso de ser poeta

   Sofrer a vida inteira

   Fechando duas portas pra ver uma aberta

 

                                                                      

- Vou correndo pra casa

                                                                          Escrever essa nossa conversa

                                                                          O duelo do pessimismo

Contra a sagacidade

Registrar sem pressa

                                                                          E esperar pelos versos da eternidade.

 

Out/2005.                                                                

  

                                                              

           

 

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31.7.09

O RITUAL DA COXINHA

 

O ser humano é, por natureza, supersticioso. Aqui e acolá vão aparecer pessoas dizendo não possuírem nenhum tipo, mas o certo é que a grande maioria possui.

 

O que dizer do medo de passar embaixo de escada, pisar com o pé direito, medo de gato preto e tantas outras. E da superstição para o ritual, é um pulo. E não conheço categoria que tenha mais superstições que torcedor de futebol. E tem cada uma esquisita. Tem nego que usa a mesma cueca e não lava nunca, a mesma camisa, a mesma companhia para assistir o jogo. Tem alguns que utilizam o mesmo local do estadio, mesmo em pituaçu, que é novinho em folha ( a reforma), já tem os “lugares sagrados”. Tem uma barra de proteção que já está com uma “morsa”, pois o cidadão que esqueci o nome agora, desde que o estadio reinaugurou, ele assiste no mesmíssimo lugar e ele é, digamos assim, barrigudinho e com a pressão da “danada”, o ferro já se curvou. Tem um outro companheiro que vai com três amigos. Quando o Bahia está no sufoco, ele pede ao colega que vá comprar uma “cerva”. É o camarada subir as escadas rumo ao bar que o Bahia faz um gol. É certo! Como dizemos aqui na Bahia, é “pá, casca!!”

Sou torcedor do BAHIA e apenas dele. Tenho ido pouco ao estadio e ontem, plena terça, jogo iniciando às 22 h, me aventurei em ver Bahia X Juventude. Fui em companhia dos amigos de longa data e companheiros de jornadas “futebolísticas” Gledson e Miquéas. E descobri que os dois, criaram um ritual que deu certo nos jogos Bahia X Paraná (2×0),Bahia X Ceará ( 1×0), Bahia X Vasco ( 2×1), que apelidei de “O RITUAL DA COXINHA”. Eles estacionam o carro no mesmo lado da paralela. Compram os ingressos numa determinada bilheteria. Entram pelo portão do lado direito do estádio. Param no primeiro bar do lado direito e compram, cada um, uma coxinha. Só após deglutir a especiaria é que olham em direção ao gramado. Atravessam toda a extensão e sentam-se no lado contrario ao bar. E ontem, como estava em companhia dos dois, segui o mesmo ritual. Mas, como o jogo terminou em empate, o ritual não funcionou. Sofri com os olhares desconfiados dos meus amigos.

Fiz uma rápida análise, racional e lógica, pois não sou supersticioso e nem acredito nestas coisas e não sei o deu errado ontem. Fui com a mesma camisa de sempre, assisti aos mesmos programas de sempre, usei os mesmos palavrões nos momentos de “braga” dos jogadores, cruzei os dedos exatamente como faço em todos os jogos que fui e meu time ganhou. Entrei no estadio com o pé direito.

Lembrei de um detalhe que pode ter influenciado no resultado do jogo. Ontem eu usei um desodorante do frasco verde. xiiiii

 Além da interferência negativa do frasco verde, houve quebra no ritual, pelo consumo de pipoca, que contribuiu para o desfecho observado por Gladson,. ” o time pipocou”.

 Leia este post tambem no site www.bahêaminhaporra.com.br

 

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22.7.09

CHOVEU? PEGUE UMA PRAIA!

 

A principio relacionar tempo chuvoso com praia parece ser um disparate. Mas se olharmos bem, bem, com detalhes, pode ser uma boa idéia. Ao menos vou listar aqui as vantagens e vocês tiram suas conclusões.

Para começar, o caminho ou estrada até a praia está vazio, sem engarrafamentos ( a não ser dia de temporal. Mas a chuva que estamos falando aqui é aquela normal.). Para estacionar, então nem se fala! E ainda de quebra, você fica livre dos flanelinhas. Você escolhe a vontade onde parar seu carango. Agora vem a etapa dois: A Barraca. Pode escolher qualquer uma! Você vai ser disputado pelos garçons como uma pedra preciosa. Será sempre atendido de forma rápida e cordial. A cerveja chegará estupidamente gelada. Pouca gente, freezer abrindo pouco. Tudo perfeito. O tira-gosto no demora.

Outra vantagem é na quantidade de bronzeador. Vai economizar. Só não pode economizar com o filtro solar, que mesmo em dia de chuva deve ser utilizado. Mais uma vantagem de estar na praia em dia de chuva: a areia. Ela estará molhadinha, sem pregar tanto em seu pé e sem o vento jogar em seu olho. Você tem a opção ainda, em dia de chuva, de tomar um banhozinho morno. Pois a maioria das praias, devido a inversão térmica, ficam com as aguas mornas. Melhor que isso, só num ofurô! E não param por ai. Você terá menos aborrecimentos com os atletas de final de semana. Suas bolas e bolinhas não te acertarão a toda hora.

Mas uma coisa merece um capitulo especial: os vendedores ambulantes. Olha, são tantos que vou me dar o trabalho de listar aqui.

01 –picolé

02 –canga

03 – bronzeador

04 – chapéu

05 – óculos

06 – tatuagem de hena

07 – bóia

08 – camarão no espeto

09 – acarajé

10 – caldo de sururu

11 – pipa

12 – artesanato

13 – cocada

14- amendoim torrado

15 – amendoim cozido

16 – ovo de codorna

17 – chaveiro

18 - ostra viva

19 – camisetas com frases

20 – taboca

21 – coco verde

ufa! É muito minha gente!

Se você ficar umas seis horas na praia, só com estes vendedores, dá uma média de um a cada 17 minutos!

E em dia de chuva eles praticamente não aparecem. Paz, tranqüilidade, bons erviços. Isso é que é diversão!!!

e se você me perguntar pelo sol, te respondo agora, claro que é minha opinião:

aí você já quer demais!!!!!!!!!!! e muito sol dá câncer de pele!

Então, já sabe, choveu, corre pra praia!

 

 

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4.5.09

Memórias esparsas da infância. Do tergal até a Punça.

Tem tempo que não escrevo nada digno de publicação. Não que eu fique muito preocupado com isso, pois escrevo por diversão.  Falando em tempo, estive lembrando estes dias dos meus tempos de criança. E isso faz é tempo. Muito tempo.

Tem coisas que só temos coragem de contar depois que aconteceu ha séculos. E as que vou contar aqui estão nesta categoria. Já contei aqui sobre minhas aventuras fazendo compras na baixa dos sapateiros (link). Mas vale um pequeno resumo. Agente começava no aquidabã, andava pela baixa dos sapateiros inteira. Quando as coisas estavam mais ou menos, o lanche era na pastelaria chinesa (e na maioria das vezes era). Quando a grana sobrava mais um pouquinho, rolava um lanche na pastelaria Paris. E quando a coisa tava pra lá de ótima, quando agente chegava à rodoviária, minha mãe entrava no Unimar e comprava pra mim um pacotinho de uva passa “sunrise”. Mas a glória mesmo era quando conseguia ganhar mação verde “importada da Argentina”. Dessas viagens, lembro nitidamente do dia em que meu relógio caiu e quebrou no granito da rodoviária. A pancada Foi tamanha, que espalhou engrenagem pra um lado, mica pro outro, minuto pro sul e ponteiro das horas pro norte. Fiquei muito tempo com raiva de piso de granito.

No primário, usava uma fardinha que eu odiava! Com todo respeito ao esforço de meus pais em nos dar (somos três filhos) Calça de tergal e camisa também de tergal e o famigerado ki chute. Já começavam a aparecer por estas bandas os tênis Nike “Hollywood” e uns olympikus de nylon. Mas meu objeto de desejo de menino de nove pra dez anos era a calça jeans. Terminei o primário aos nove anos. Aos dez chegaria ao ginásio, estudaria no centro da cidade. Comecei a infernizar minha mãe para me dar uma calça jeans e uma camisa de poliéster, com éclair como gola em vez do manjado botão e a camisa de tergal. O que minha mãe fez¿ comprou um “pano” jeans na feira dos tecidos e mandou fazer a tal da calça. E pra completar, os bolsos eram feitos de tela. Parecia um mini mosqueteiro nos bolsos. Nem precisa falar que d-e-t-e-s-t-e-i.  Pra completar o quadro bizarro da minha estréia no ginásio, só saía pra aula depois de minha mãe encher de um perfume fortíssimo, que vendia no supermercado central, chamado CONTOURÉ e empapar a punça* de talco. Acontece que quando estudava no primário, era perto de casa e ao passar para ginásio, estudava longe. Pensem o quadro quando chegava ao polivalente, suado, empapado de talco e cheirado forte. Um horror!!

Esta tortura durou uma semana ou mais.  Cessou as sessões tortura com o perfume e o talco estavam resolvidos. Mas a desejada calça jeans só foi resolvida seis meses depois. Consegui ganhar uma US TOP.

Outra coisa que me lembro bem era da hora do almoço. Minha mãe colocava os três filhos na mesa sempre na mesma hora e com o rádio ligado na sociedade, servia o almoço. Em 99% dos dias rolava bife. E sempre estava tocando o hino do Senhor do Bomfim. Fiquei um bom tempo da minha vida chamando o hino de “a música do bife”.

 

 

Quando minha mãe saía pra comprar sapatos e roupas pra gente, sempre rolava aquela expectativa. Claro que eu imaginando aquela roupa “de marca” ou aquele tênis da moda, quando ela chegava, rolava certa decepção.  Tem uma passagem que nunca esqueci. Eu tinha uns quinze anos (já fora da infância, claro). Tava precisando de um tênis novo e já tinha abandonado o ki chute graças a Deus. Dei toda a descrição, marca (Rainha, topper, olympikus, All Star entre outros). Quando chego em casa, a caixa de sapato em cima da cama. Corro, abro o pacote e me deparo com um tênis azul Royal, bem bonitinho, da marca “Cercado”. Rapaz, bateu forte a decepção, que só aumentou no dia seguinte, quando foi para o SENAI, com a galera tirando o couro por causa do tênis. O tempo passou mais um pouquinho e comecei a trabalhar e comprar minhas próprias coisas.Mas fica o aprendizado. Tudo que agente conquista na vida deve ser valorizado.

*um pedaço de pano macio, em geral redondo, que antigamente era usado para passar talco nas crianças!!  De lá de casa era azul. Lembro como se fosse hoje!

 

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15.1.09

Lavagem do Bomfim (Geddel Erótico)

                                                                           

                                                                            

 

Como bom baiano, acabo de chegar da lavagem do bomfim. Inicia-se assim, digamos, o ciclo de exercícios físicos profanos para perder os quilinhos e também os pecados acumulados.
Tem um anúncio, meio batido, mas que cabe muito bem aqui nesta narrativa. Só se vê na Bahia. A tradição manda o uso do branco, pois Senhor do bomfim, nestas sincréticas bandas também é oxalá, que pede a cor branca. um milhão de pessoas nas ruas em pleno dia útil. Útil é modo de se falar, pois na Bahia, a vida só volta ao normal mesmo após o carnaval. Mas o cortejo é uma profusão de cores, com predominância do branco e preto e branco e vermelho. Explico: o branco e preto é a indumentária misturada com nossa mestiça pele e o vermelho fica por conta dos turistas e baianos, digamos, mais branquinhos. Pois para quem não sabe, o cortejo começa na conceição da praia e termina no alto da colina. E são apenas, apenas oito quilômetros. O cortejo pega fogo, literalmente. Seja pelo calor, seja pela tradição, juntamente com a festa de dois de julho, dos políticos medir forças ( eu vi Jaques Wagner, Valdir pires, geddel, João Henrique, Caetano entre outros) e o povo, sabendo que eles são contumazes frequentadores da procissão, levam seus recadinhos.
Pra mim o dia começou cedo. Acordei, arrumei tudo, roupa branca, que depois foi trocada
Por outra igualmente branca “ofertada” pelo companheiro Otaviano. Seguimos para salvador em dois veículos( Eu, Elci, Marilu, Otaviano, Binho e Helton), que ficaram estacionados no inicio da baixa dos sapateiros. Descemos pelo pelourinho (passamos em frente ao bar de Neuzão, da minissérie ó pai ó!) e pegamos o cortejo ainda no início. Pelo caminho, as mais pitorescas figuras. Pretos velhos saídos diretamente das estórias de Jorge Amado, as bandinhas chupa catarro, gays, parrecos (tradução baiana para bunda) em mínimos shorts, baianas “picando” alfazema e água de cheiro em todo mundo, o Gandhy na sua tradicional batida, carroças enfeitadas, que dizem as más línguas bateu o valor de R$ 400,00 a subida em uma delas, os grupos com camisas diversas. Chamou-me atenção uma faixa, colocada logo após o trapiche barnabé: GEDDEL HENRIQUE, FELIZ R$ 2,20 DE PASSAGEM DE ONIBUS.  Outro detalhe que estava em destaque é o novo estádio de pituaçu. Tinha mais faixa com o nome do estádio que do governador ou do santo homenageado.
Fiz o trajeto todo a pé, com manda a tradição. “Quem tem fé, vai a pé”. Outra tradição tão forte quanto à festa são as feijoadas. Encontrei Nilton, companheiro da Prefeitura, que tratou de nos convidar para a que aconteceria na casa dele. Após a longa caminhada, fitas devidamente colocadas no adro da igreja e outra amarrada na mão, três pedidos, participei da missa que estava acontecendo no lado externo da igreja. Interessante ver como as pessoas emocionam-se, a mistura das religiões se processam em meio aquele bem arrumado tumulto. Começamos a descida da colina sagrada em direção a casa de Nilton. Ao longe, ouço  aquele velho e conhecido som té tsu gum tê, Tum té Tum pact pact (isso é a onomatopeia do som do Gandhy) e eis que ao olhar para cima do carro do afoxé, avisto o ministro da requebração nacional, Geddel. Meus amigos que cena grotesca, pois o bichinho, sozinho já é feio que dói e ainda por cima, encenando uma coreografia que nada tinha a ver com o som que estava sendo tocado pelo Gandhy, mais lembrando Débora Brasil, nos primórdios do tchan, em seus orgásmicos trejeitos coreográficos. Tava lá, o ministro, agarrado ao ferro do trio, com movimentos de vai-e-vem, mais adequados para o mega sucesso “perereca pra frente, perereca pra trás”.
Confesso que tinha a expectativa de ver a Vereadora Leo Kret, freqüentadora da lavagem e portadora de um rebolado digno das sherazades da vida. Estava curioso em saber se ela iria de shortinho ou de terninho para o samba! Mas ver o ministro naquele rebolado, realmente é muito para meus sensíveis olhos. Após a visão, concluo que será ele realmente candidato a governador. Seria bom colocar Carlinhos de Jesus como vice, assim, uma vez vitorioso, tiraria as outras lavagens, o carnaval e as micaretas de letra! Sugestão dada. E de graça, meu bom.
Como ia dizendo, ao avistar o ministro, ia seguindo para a casa de Nilton. Chegamos, comemos  deliciosa feijoada ( inaugurei a mesa do dia). Após três deliciosos pratos, seguimos até caminho de areia, procurando um taxi ou ônibus para voltarmos ao início de tudo, eis que o companheiro Otaviano lembra de outra feijoada, desta vez numa churrascaria lá mesmo em caminho de areia. Pra não fazer desfeita ao pessoal do Gandhy, nos instalamos e, pasmem, comemos novamente, exceto Marilu, pois ao ver o tamanho do prato que o marido preparou para ela, debulhou-se em lágrimas com farinha, pois quanto mais tentava conter o derrame, mais passava farinha no rosto. Realmente, esta Bahia é um sucesso. Finalmente, retornamos aos carros num caminhão baú, de carona, pois quem tem fé vai a pé, mas pode voltar motorizado que oxalá perdoa.
E estamos no começo, amanhã tem Guarajuba, depois jauá, ribeira, rio vermelho, monte gordo, rosário dos pretos, santo amaro etc, etc, etc…..

 

http://www.atarde.com.br/videos/index.jsf?id=1051943 ( veja aqui geddel dançando)

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2.1.09

Ano Novo Ano

2009. Mais um ano. Mais um primeiro de janeiro. Mais um festival de sidras e abraços sinceros e outros nem tanto. Como o tempo passa rápido. 2009. Nenhum ano especial. Só mais um novo ano novo. Lembrei-me do réveillon de 1999. Quase dez anos. A estrela do momento era o BUG. Lembram-se dele! Era um inferno. Abria uma revista, tava lá o bug. Um jornal, o bug. Saco de pipoca, lá estava o bug!. Numa analogia ao big band, que segundo os cientistas, originou o universo, o bug, já então apelidado de “ big bug!”  iria dar um novo início a tudo.. Computadores iriam zerar, o dinheiro iria sumir dos bancos, os sinais de transito iriam entrar em colapso. Enfim, o fim dos tempos.

 Isso tudo acompanhado da versão religiosa (aqui não vou me arriscar listar qual a religião) que o mundo não chegaria ao ano 2000. E só agora, passados seguros nove anos, eu confesso: eu tive um pouco de receio!!!!! Mas não achava justo. Então, eu não iria fazer trinta anos (nasci em 1970).. Quando o relogio passou do ponto, certo alivio tomou conta da minha alma, pois se o mundo acabasse, não acho que iria para o que chamam de céu. Ainda tinha mitos pecados a cometer. Muitos erros e acertos.. Mas se me lembrasse da Austrália naquela manha de 31 de dezembro de 1999 teria passado o dia mais tranqüilo. Pois meus senhores, o ano termina primeiro na Austrália! Então, a meia noite do dia 30 de dezembro, fosse verdade a catastrófica previsão, o mundo nem teria amanhecido por estas bandas. Mas como sabemos, tudo correu bem.

A estrela da vez é a tal crise. Remedio para todos os nãos, ela ta aí. Mas vamos sobreviver. E o ano começa hoje, mas este texto já acabou. Feliz 2009. Feliz 2019. Feliz ……

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20.12.08

CRIATIVIDADE NA CRISE

Certo dia, uma importante empresa passou por uma grande reestruturação. Mudança na alta chefia, promessas de melhoramentos significativos para todos os funcionários, maior participação blá, blá, blá. O novo presidente, em uma das primeiras medidas da sua gestão, convocou os assessores, coordenadores e gerentes dos diversos setores da empresa para uma reunião, na qual seriam ouvidas sugestões e implementadas ações para a tão conhecida e famosa “política de redução de custos”. Cumprimentou os presentes e estimulou que todos dessem sua cota de participação. Bom, vocês sabem como acontecem estas coisas: chefe novo, todo mundo com aquela dúvida cruel se vai ficar, se vai embora. Todo mundo sorrindo largo e mostrando-se o melhor dos mundos em sua respectiva área. E o que não faltou foi sugestão, uma vez que o novo presidente afirmou que todas, absolutamente todas seriam levadas em consideração, após detalhadas análises. Então começaram os trabalhos.

Uma das sugestões apresentadas foi a criação de um nome para o grupo que iria efetuar os testes das sugestões e outro nome para o grupo responsável pelo acompanhamento, que logo o presidente aprovou entusiasticamente. Os nomes foram os seguintes:

CORTE – Comissão Responsável por Testes

NAMETADE – Núcleo de Acompanhamento das Metas de Adequação de Despesas.

Aconteceu uma verdadeira enxurrada de sugestões. A CORTE fez as anotações, testes, ajustes e definições e enviou o resultado do trabalho para a NAMETADE, que submeteu ao presidente, que aprovou as seguintes medidas:

- Proibição, a partir daquela data, de contratação de funcionários com nomes muito extensos, para diminuir o gasto de tinta de impressora na hora de enviar memorandos, contracheques e principalmente na hora de imprimir a folha de pagamento. Então, por mais competente que fosse nada de colaborador chamado Washington, Antonoaldo, Desmenielison etc. os atuais funcionários teriam que adotar, internamente, apenas o primeiro nome como identificação, com o mesmo objetivo de economia.

- O capítulo das despesas com telefonia, que mereceu um tratamento especial, seriam reduzidas com a implantação de um revolucionário sistema de controle. O funcionamento será o seguinte: um micro chip será instalado em todos os fones da empresa. O funcionário que passar mais de cinco minutos em uma ligação local receberá uma descarga elétrica diretamente no lóbulo da orelha, local conhecido de alta sensibilidade.  E a cada reincidência, o choque recebido será dobrado. Em caso de ligações para celular e interurbano, o tempo cai para dois minutos.

- Descarga com hora marcada. A partir desta data fica estabelecido os seguintes horários para acionamento das descargas dos banheiros masculino e feminino:

09:00 h, 11:00 h, 14:00 h e 17:00 h. a medida tem o objetivo de reduzir os gastos com água. A exceção fica para segunda-feira, em decorrência das famosas feijoadas, mocotozadas e pratos afins, fica permitido o acionamento a cada hora. Quem não respeitar tal determinação, ficará impedido de freqüentar o banheiro por um dia.

-Mutirão de cirurgias. Conforme estudos da CORTE, um dos aspectos que mais colaboram para a elevação de gastos é o fenômeno “Umbigo de chefe”, de onde resultam sintomas como ansiedade em andar no carro da empresa, síndrome de falar ao celular, mania de ter secretária, o “complexo do mesão” – necessidade de possuir uma mesa enorme e em conseqüência uma cadeira igualmente grande, sendo que uma mesa muito menor e por conseqüência muito mais barata resolve o problema. Pensando nisto, foi contratado pela empresa o referido mutirão de cirurgias de correção de umbigos. Informamos ainda que já identificamos os colaboradores que possuem a síndrome e os mesmos estarão recebendo ainda hoje as guias do SUS, com cirurgia marcada para o próximo sábado, pois segunda é dia de branco!

- Fica terminantemente proibido, a partir desta data, funcionários vestidos com roupas pretas ou marrons. Estudos revelaram que tais cores absorvem muita energia, fazendo com que o funcionário sinta muito calor e o ar condicionado trabalhe no frio máximo, aumentando o consumo de energia. Ficam igualmente proibidas as cores cinza escuro, azul-marinho e verde musgo.

- Criação do cargo de MELEVA, o qual ficará a cargo de um menor aprendiz, o qual terá a função de levar a todas as áreas da empresa as correspondências internas, evitando a impressão de várias cópias, reduzindo o consumo de papel, tinta de impressora, energia elétrica etc. informamos que será disponibilizada apenas uma cópia de cada correspondência, sendo que os envolvidos terão que apor a assinatura de “ciente” na referida folha.

- Levantamento junto aos funcionários do cadastro de habilidades, tendo como objetivo a implantação no segundo semestre deste ano do programa “Amigos da Empresa”, que funcionará com o encontro do grupo uma vez por mês para efetuar reparos e consertos na empresa, reduzindo significativamente os custos com manutenção dos equipamentos e instalações.

- Criação do Banco de Pontos. Que funcionará assim:

A cada mil pontos, o funcionário terá direito a uma folga. Os critérios de acúmulo de pontos são os seguintes:

-inscrição no programa “Amigo da empresa” – 01 ponto positivo

-conhecimentos em informática, pintura, telefonia,conserto de equipamentos diversos, conhecimentos em carpintaria – 01 ponto positivo

-cada conserto efetuado para a empresa – 01 ponto positivo

-utilização de computador próprio – 05 pontos positivos

-não inscrição no programa amigo da empresa – 100 pontos negativos

-nome completo com menos de 16 letras – 01 ponto positivo

-nome completo maior que vinte letras – 01 ponto negativo (por letra)

Aceitaremos sugestões para diversificar o sistema de acumulo de pontos.

-terceirização do estacionamento. A partir desta data o estacionamento será cobrado. Quem possuir veículos com mais de trinta anos de uso, estará isento.

 

Após a devida divulgação, o presidente aguardava ansiosamente o resultado das medidas e já contabilizava onde iria investir o valor economizado.  Gostaria de informar que esta empresa possui vagas. Interessa?

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6.11.08

CIDADE DE ESPECIALISTAS

Escrevo. Escrevo por diversão, mas olhando bem escrevo mais por ousadia. Este texto é o de numero 121. Tenho outros dois conjuntos que somam um total de aproximadamente 250 criações, entre crônicas, poesias, estrofes soltas, artigos, enfim.
Tenho poucos, mas valorosos amigos. Carlinhos, Miquéas, Zé Carlos “irmão”, Orlando Freire. Este ultimo, digamos, meu amigo chique! Chique por ser professor da UNEB e Por ser Mestre em literatura. E certo dia, abusando da intimidade, apareci numa manhã de domingo em sua casa portando meu calhamaço de baboseiras pra ele ler e emitir uma opinião de “MESTRE”. Ele olhou, sem ler nenhuma linha e me perguntou:
- Você se divertiu produzindo isso aqui?
A resposta foi sim! E neste momento cessou-se qualquer necessidade dele ler qualquer linha. Sábias palavras. Minhas linhas já renderam polêmicas, manifestações de admiração, de espanto, sorrisos e até uma ligação de certo deputado estadual daqui de Camaçari. E eu sempre achando tudo divertido. Esta enrolação toda para entrar no tema que me proponho escrever. Se fosse depender da opinião de um “especialista” já teria parado a tempo.
Em Camaçari, percebo que existem muitos “especialistas”… Em todas as áreas, de todos os calibres. Nesta nova fase de minha vida, além de Contador arrisco-me no terreno da produção da minha companheira Nara Si. Ouço comentários diversos. No terreno da música, tenho a impressão de estar sempre no palco do ídolos, pois muitas das pessoas que atualmente entro em contato têm sempre comentários abalizados sobre as escalas musicais, sobre o segundo de atraso que a backing tal entrou, sobre a escala de oitava que Nara deixou de fazer na musica tal. Neste fim de semana estava num evento onde se encontravam muitos músicos e arrisquei, encolhidinho em minha cadeira a acompanhar a artista que cantava uma música da qual gosto muito e ouvi da pessoa que estava ao meu lado (que canta também) que eu “entrei na terça certinho”. Ora, ora, era um sábado à noite, eu apenas acompanhando uma mera música e a pessoa pensando em notas musicais? É muita especialidade reunida. Se Miranda (Jurado do programa Ídolos) morasse aqui estaria desempregado.
Outro acontecimento que me vêm à memória neste instante é o fato que aconteceu com a peça “MEDÉIA” do bando de teatro resistência, onde alguém da área cultural da cidade ao ser informado(a) do espetáculo afirmou, sem conhecer, sem comparecer a um ensaio sequer, sem ao menos se dar ao trabalho de examinar, usando seus dotes de “especialista”, a proposta, e assim, julgou o trabalho ser muito pequeno para o teatro da cidade do saber. E o que aconteceu, contrariando a opinião dos especialistas, foi que a peça foi a cartaz três dias seguidos, colocando mais público no teatro que shows de artistas como Xangai e Chico César. O bando já viajou com o espetáculo para Ilhéus, Mata de São João, Feira de Santana, Euclides da Cunha. E olha que era muito pequeno.
Debato-me com uma dúvida que agora vou dividir com os incautos que se dispuseram a ler estas mal traçadas linhas até aqui:
- Por que o segundo maior teatro da Bahia fica quinze, às vezes vinte dias sem pauta?. Será falta de projetos?, será falta de atores? (duvido), será falta de capacidade de nossa gente em produzir grandes obras?, será incompetência dos gestores do setor? Mais uma vez com a palavra os “especialistas”.
Já notei diversas vezes pessoas irem a espetáculos musicais, teatrais, até mesmo formaturas não para prestigiar, mas para apenas “tocar fogo”. Eu não vou! Claro que esta é uma opinião cartão de crédito. Pessoal e intransferível. Sou tricolor. É como tomar um ônibus lotado, passar aperto no barradão, risco de ser assaltado (olhem o que aconteceu com o prefeito de Salvador) e ir para o Estádio só pelo prazer de torcer contra. Quem quiser que vá. Não contem comigo. Sou a favor. Torço a favor e não contra. O que não gosto ou não concordo, simplesmente ignoro.

Outra saraivada de especialistas se viu nestas eleições, pois mais que um técnico em cada esquina, temos em Camaçari um doutor em ciências políticas em cada esquina. A certa altura, cheguei a ter receio pelo próprio pleito, pois com tanto doutor, não ia sobrar ninguém para desempenhar a "vil" tarefa de ser candidato. ufa! conseguimos!!
Mas acredito que esta realidade não seja privilégio de Camaçari apenas, mas como moro, vivo e trabalho aqui, faço o registro. Deve ser por excesso de especialistas que não temos nenhum artista de expressão nacional, a exceção de Denny da Timbalada, que não diz em lugar nenhum que é daqui. Deve ser pelo mesmo excesso que temos a segunda maior orla e não temos uma receita condizente com sua grandiosidade ou um reconhecimento a altura da beleza de nossas praias. Somos apenas o “litoral norte”.
Deve ser por excesso de especialistas que os donos dos melhores salários da cidade moram em villas e adjacências. Devemos ter sim pessoas especializadas em determinadas áreas, mas no meu entendimento ( que não é lá essas coisas) devemos ter mais generalistas. Vamos ousar. Vamos produzir. Vamos colocar nossas energias em criação, em avanço. Pensar no futuro e desgrudar as amarras do passado. Vamos falar menos e fazer mais. Afinal, parodiando a globo, nada substitui o talento!

- Já estou em longos e profundos sorrisos imaginando a quantidade de “especialistas” a criticar este texto!!!! Fazer o quê? ?

criado por cjsban    1:07 — Arquivado em: Sem categoria

22.10.08

QUANDO O BICHO INCHOU, VOCÊ NÃO ARROTOU DOCE!

Minha gente, esta Bahia realmente é uma terra surpreendente. estava eu dia desses locupletando-me com a visão da baía de todos os santos, direto da sorveteria Cubana, no elevador Lacerda.

enquanto tomava um sorvete, na boa companhia da minha namorada Nara Si, fquei observando o movimento no local. Cenas tristes de meninos mal trapilhos pedindo migalhas a loiros  e dinamarqueses turistas, olhares estupefados com a beleza do mar no entardecer, mulheres sentadas com crianças pequenas e vendedores. muitos deles. Fitinha do bomfim, quebra-queixo, cerveja e correntinhas de prata.

eta pessoal desunido esses vendedores de correntinha. Pude presenciar umas tres brigas entre eles, um acusando o outro de xinxeiro, o outro acusando o um de "crandestino" e por aí vai. Muito já se falou do modo peculiar do linguajar do baiano. Temos dicionário. Temos a única frase do mundo que possui apenas vogais:

- ó o auê aí óia!

Tem uma outra expressão, que virou peça, filme e agora seriado, que é "ó paí ó". Tem os que amam a obra, tem os que odeiam, tem os que simplesmente ignoram, tem os que acham simplesmente caricata demais, mas a verdade é que a expressão é usada na área do centro da cidade e pelô.

mas todo este embrólio é para contar que numa dessas brigas, surge de repente um malhado, aos berros, encara um vendedor de correntinha e grita

- Maluco, você armou uma cocó pra mim.

- Colé vacilão, tú tava de boresta na área alheia

e o delicado diálogo seguiu assim por alguns minutos, quando um dos beligerantes gritou pro outro  a expressão absolutamente desconhecida para este incauto baiano:

- quando o bicho inchou, você não arrotou doce!.

meus amigos, este trabalho todo de escrever um texto é para pedir ajuda a vocês ajuda para decifrar. Quem souber a tradução, me conte!!!!!!!!!!!!!!!!

 

criado por cjsban    0:28 — Arquivado em: Sem categoria

27.9.08

MÃOS A ALTO, É UM PANFLETO!

O cidadão de camaçari ou os que por aqui passam boa parte do dia, Seja trabalhando, seja fazendo outras coisas que nao são de nossa conta já estão costumados com a confusão que acontece no centro da cidade.

Você arrisca-se a caminhar um pouco e logo é abordado, quase abalroado por meninas com o panfleto da IBI, oferecendo empréstimos a juros estratósféricos. Caso você consiga livrar-se deste, será certamente molestado mais uma vez com um outro panfleto, desta vez são meninas vestidas com camisas laranja  calças verdes da financeira TAÍ. O nome muda, mas o perigo continua. Mais empréstimo caros. caso consiga passar incólume por estas barreiras e atravessar a rua em direção à feira, poderá receber um grito no "pé-do-ouvido" :

- olha o vale! oolhaaa o passe! compro! vendo!

Resista! continue avaçando. Ande mais um pouco e com certeza lhe será oferecido um panfleto da "TENDA". e se você apressar um pouco o passo para atravessar o sinal, cuidado para não tropeçar na imensa faixa com a propaganda desta mesma construtora.

Isso eu estou falando de dias normais, épocas normais. Agora imagine este cenário em clima de eleição municipal. Pense numa cidade movimentada, o cidadão atacado por todos o lados com santinhos, panfletos, adesivos, placadas. Ao caminhar pelas calçadas fugindo dos panfletos, cuidado para não ter o olho furado por um pau ou tubo de bandeira! abra bem o olho!

E hoje, sábado, o centro estava parecendo uma sucursal do inferno! necessitei transitar pelo centro. dei logo de cara com uma carreata de Marco Antônio. Ninguem merece!

logo depois, encontrei uma carreta-caminhada de Raquel Soares engarrafada com uma carreta de ivanildo. fora o desague de carros de som tocando as músicas ao mesmo tempo!  fiquei sabendo de uma mulher que deu a luz no HGC aos gritos de é 13!! é 13!! é 13!! t

Tenho uma vizinha que está trabalhando em um quiosque em frente ao shopping Riviera, bem no meio da muvuca cotidiana e me disse que quando deita os jingles dos candidatos ficam reverberando no cérebro! e aqui temos uma musiquinhas bonitinhas, mas nada que se compare ao  "EU QUERO HIIILLTTTTOONNN 50!"  novo sucesso do axé-proletario PSOL.

Eu soube que a oposição está preparando uma nova versão para a última semana de campanha, que você ficará sabendo agora:

sucesso do falecido gerasamba:

- EU SOU PSOL DE SALVADOR, PAQUERÊ, PAQUERÔ, EU SOU PSOL DE SALVADOR, PRAQUÊ HILTON PREFEITO DE SALVADOR!

 

criado por cjsban    17:46 — Arquivado em: Sem categoria

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